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Autocuidado e Saúde Digestiva: importância dos check-ups e exames preventivos

Check-ups e exames como colonoscopia e teste de H. pylori previnem doenças graves e protegem sua saúde digestiva.


Check-ups Digestiva

Quando pensamos em saúde digestiva, muitas vezes lembramos de sintomas imediatos, como azia, constipação ou dor abdominal. Mas existe um aspecto fundamental que vai além do tratamento dos problemas já instalados: a prevenção. O autocuidado e os Check-ups Digestiva regulares são ferramentas essenciais para identificar doenças precocemente e aumentar as chances de cura.

Na perspectiva da Medicina do Estilo de Vida, defendida pelo International Board of Lifestyle Medicine (IBLM), o autocuidado não se resume a bons hábitos, mas também inclui manter em dia exames preventivos e rastreamentos, ajustados à idade, histórico familiar e fatores de risco.


O valor da prevenção em saúde digestiva


A maioria das doenças digestivas graves, como o câncer colorretal ou gástrico, evoluem de forma silenciosa por anos antes de causar sintomas evidentes. Por isso, esperar os sinais aparecerem pode ser tarde demais. O rastreamento periódico é capaz de detectar lesões iniciais, quando ainda são tratáveis ou até reversíveis.

Exemplos claros disso são os pólipos intestinais, que podem evoluir para câncer colorretal. Se identificados em uma colonoscopia, podem ser removidos antes que se tornem malignos.


Colonoscopia: ouro na prevenção do câncer colorretal


O câncer colorretal está entre os mais comuns no mundo, mas também é um dos mais preveníveis. Guidelines internacionais recomendam que pessoas com risco médio iniciem o rastreamento por colonoscopia aos 45 anos. Para aqueles com histórico familiar, o exame pode ser indicado mais cedo.

A colonoscopia permite não apenas visualizar o intestino grosso, mas também realizar biópsias e remover pólipos. Estudos mostram que o rastreamento regular reduz em até 60% a mortalidade por câncer colorretal.


Prevenção do câncer gástrico e H. pylori


O câncer gástrico ainda é prevalente em diversas regiões do mundo, especialmente em países como o Brasil, onde a infecção pelo Helicobacter pylori (H. pylori) é comum. Essa bactéria é um dos principais fatores de risco para gastrite crônica, úlcera péptica e câncer gástrico.

O diagnóstico pode ser feito por exames respiratórios, sorológicos ou endoscopia com biópsia. Quando detectada, a erradicação do H. pylori com antibióticos reduz significativamente o risco de câncer gástrico no futuro.


Testes de intolerância e sensibilidade alimentar


Nem todas as condições digestivas são malignas, mas também merecem atenção para melhorar a qualidade de vida. Testes de intolerância à lactose, alergia ao glúten (doença celíaca) e sensibilidade a outros alimentos ajudam a orientar mudanças na dieta que aliviam sintomas e previnem complicações.

Por exemplo, o diagnóstico precoce da doença celíaca, seguido de uma dieta isenta de glúten, evita desnutrição e reduz risco de linfoma intestinal.


O papel do autocuidado


O autocuidado vai além de realizar exames. Inclui a consciência de sinais de alerta que não devem ser ignorados:

  • Sangue nas fezes.

  • Dor abdominal persistente.

  • Perda de peso inexplicada.

  • Anemia sem causa aparente.

  • Dificuldade para engolir.

Ao reconhecer esses sintomas e buscar atendimento precoce, o paciente aumenta as chances de diagnóstico rápido e tratamento eficaz.


Diretrizes internacionais e evidência científica:\


  • Câncer colorretal: a U.S. Preventive Services Task Force recomenda colonoscopia a partir dos 45 anos, com repetição a cada 10 anos em casos normais.

  • Câncer gástrico e H. pylori: a World Gastroenterology Organisation reforça a importância do rastreamento da bactéria em populações de alto risco.

  • Intolerâncias alimentares: consensos da European Society for Paediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition (ESPGHAN) orientam diagnósticos precisos para evitar dietas restritivas desnecessárias.

Essas diretrizes reforçam que prevenção é ciência aplicada, não apenas recomendação genérica.


Estratégias práticas para a população:


  • Converse com seu médico sobre quais exames são indicados para sua idade e histórico familiar.

  • Mantenha registros de seus resultados para facilitar o acompanhamento.

  • Adote hábitos que complementam os check-ups: alimentação equilibrada, atividade física e sono adequado.

  • Lembre-se de que exames preventivos não substituem o estilo de vida saudável, mas trabalham em conjunto com ele.


Conclusão


A saúde digestiva é construída todos os dias, mas também precisa de vigilância periódica. O autocuidado e os check-ups são aliados fundamentais na prevenção de doenças silenciosas e potencialmente graves, como o câncer colorretal e gástrico.

Dentro da Medicina do Estilo de Vida, prevenir é tão importante quanto tratar. Ao unir hábitos saudáveis a exames regulares, é possível proteger o intestino, detectar riscos precocemente e garantir mais qualidade e longevidade.


-- Fernando Salan

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