O teste FIT chegou ao SUS. Mas ele não é uma novidade.
- Fernando Salan

- há 3 dias
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A recente incorporação do teste FIT (Fecal Immunochemical Test) ao Sistema Único de Saúde (SUS) representa um importante avanço no rastreamento do câncer colorretal no Brasil. No entanto, apesar da ampla repercussão, o exame está longe de ser uma novidade.

O FIT foi desenvolvido há mais de 30 anos e já faz parte dos programas nacionais de rastreamento de diversos países, como Reino Unido, Holanda, Canadá, Austrália, Japão, Itália e Espanha. Sua eficácia em aumentar a participação da população no rastreamento e identificar pessoas com maior risco de câncer colorretal está bem estabelecida na literatura científica.
A verdadeira novidade não é o exame em si, mas sua adoção como política pública nacional. Isso permitirá ampliar o acesso ao rastreamento para milhões de brasileiros que, muitas vezes, nunca realizariam uma colonoscopia.
Entretanto, é importante esclarecer um ponto que tem gerado dúvidas após a divulgação da notícia: o teste FIT não substitui a colonoscopia. Ambos possuem funções diferentes e complementares dentro da prevenção do câncer de intestino.
Nos próximos artigos, vamos explicar como o FIT funciona, o que ele realmente detecta, suas limitações e quando a colonoscopia continua sendo o exame mais indicado.
Fernando Salan




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